Parceria científica entre UFRB e UFMG desenvolve novo tratamento das leishmanioses.

A Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), em parceria científica com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), desenvolve estratégia terapêutica inovadora para o tratamento das leishmanioses, conjunto de doenças causado por protozoários do gênero Leishmania, transmitido por insetos hematófagos (que se alimentam de sangue) e potencialmente letal. A pesquisa é desenvolvida desde 2009.

O trabalho é realizado pelo Grupo de Pesquisas e Desenvolvimento de Medicamentos Leishmanicidas e se dedica ao desenvolvimento de novos produtos biotecnológicos, baseados em nanotecnologia, aplicados ao tratamento das leishmanioses. A parceria já resultou em dezenas de publicações ao longo de cinco anos, com destaque para um Depósito de Patente na área de Saúde no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), em 2012 e, recentemente, junho de 2014, uma publicação no periódico de alto impacto científico, Informa Healthcare.

Segundo um dos pesquisadores, Raul Ribeiro, professor do Centro de Ciências Agrárias, Ambientais e Biológicas (CCAAB/UFRB), a pesquisa é um tratamento inovador para as leishmanioses, pois se trata de um medicamento administrado por via intravenosa, o que o torna mais eficaz e de baixo custo, pois é produzido, com uso da nanobiotecnologia, a partir de medicamentos já existentes.

“Quando esses fármacos já existentes são associados a sistemas nanoestruturados (de tamanho nanométrico, biodegradáveis e biocampatíveis), conhecidos como sistemas carreadores de fármacos, modifica-se totalmente a distribuição do fármaco no corpo do paciente. Portanto, faz o medicamento atingir elevadas concentrações somente naqueles órgãos/tecidos de interesse, o que naturalmente resulta em aumento de eficácia e diminuição da toxicidade”, explicou o pesquisador.

O novo tratamento, registrado com o nome de Formulação Farmacêutica Compreendendo Lipossomas Convencionais e Lipossomas de Circulação Prolongada como Sistema Entregador de Fármacos Leishmanicidas, encontra-se em fase de ajustes de protocolos. Os estudos agora estão direcionados para a definição do melhor regime terapêutico (doses e frequências de uso). “A equipe de inventores está bastante motivada a seguir desenvolvendo a tecnologia de maneira a possibilitar, futuramente, a transferência do seu privilégio de exploração ao setor privado”, finalizou o professor Raul Ribeiro. (UFRB)
Compartilhar no Google Plus

Por: Fala Recôncavo!

    Blogger Comment
    Facebook Comment

0 comentários:

Postar um comentário

O PORTAL FALA RECÔNCAVO NÃO SE RESPONSABILIZA POR OPINIÕES EMITIDAS POR TERCEIROS NESTE ESPAÇO, MAS INFORMA QUE COMENTÁRIOS OFENSIVOS QUE EXPONHA PESSOAS,ENTIDADES OU EMPRESAS SERÃO EXCLUÍDOS

* OS COMENTÁRIOS NÃO REFLETEM A OPINIÃO DESTE BLOG,OS MESMOS DEVERÃO SER IDENTIFICADOS PARA SEREM ACEITOS, SEJA QUAL FOR O SEU TEOR.