Motorista que teve foto espalhada nas redes sociais diz à polícia que não é o ‘maníaco da seringa’.


Quando um colega de trabalho disse que sua foto estava circulando nas redes sociais, o motorista Valfredo Pereira de Souza, 39 anos, chegou a desdenhar. “Ah… Deixa de brincadeira”, disse ele antes de virar as costas. “Rapaz, mas veja isso, é sério!”, insistiu o colega, mostrando-lhe a tela do celular. Ao ver no aplicativo WhatsApp sua foto compartilhada como sendo o “maníaco da seringa”, Valfredo ficou desesperado. “Foi como se o mundo estivesse desabado naquele momento”, declarou o motorista, na manhã desta terça-feira (18), na 1ª Delegacia (Barris).

Valfredo foi à delegacia para explicar que não é o “maníaco da seringa”, que já atacou duas pessoas no início deste mês. Uma das vítimas é um soldado do Exército, que foi espetado no último dia 7, quando caminhava na Avenida Joana Angélica, por volta das 12h30. “Nessa hora, estava em casa, em Fazenda Coutos, me arrumando para retornar ao trabalho serviço às 13h30”, declarou Valfredo. Ele é motorista em uma empresa de transportes que presta serviço a funcionários do Polo Petroquímico de Camaçari, de segunda a sexta, em dois turnos: o primeiro, das 3h40 até às 9h, e o segundo das 13h30 às 21h.

O motorista ficou sabendo que sua imagem era associada ao criminoso na última segunda-feira e hoje procurou a polícia. “Tenho muito medo da reação das pessoas. Daqui que tente convencer de que ele não sou eu, eu já terei apanhando e muito ou até morto”, declarou. Ele disse que a associação já lhe trouxe alguns problemas, que atingiram também sua família. “Meu filho de 13 anos, que mora com a mãe dele em Alagoinhas e por isso quase não o vejo, terá que voltar para casa. Ele está comigo há pouco tempo e terá que voltar para casa porque a mãe dele teme que as pessoas o ataquem por causa disso”, declarou o motorista. “O único problema de saúde que tenho é a minha pressão que está descompensada com toda essa situação”, disse.



Segundo ele, por causa da associação de sua imagem com o maníaco, alguns passageiros já começam a tratá-lo com indiferença. “As pessoas estão me olhando como se fosse um bandido. Alguns fazem comentários do tipo: ‘A gente convive com uma pessoa, mas não conhecemos o caráter dela’. Isso me machucou bastante. Não sou esse cara que estão dizendo por aí”, desabafou.
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Por: Fala Recôncavo!

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